A série de Encontros de Negócios sobre a Ferrovia Norte-Sul na região Sudoeste de Goiás promovida pela Valec e pelo governo de Goiás por meio da Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento/Goiás Parcerias apresentou resultados positivos. Em cinco eventos, realizados em igual número de municípios, mais de 3 mil pessoas estiveram presentes, em especial empresários, lideranças políticas e classistas, segmentos organizados, produtores rurais e representantes de segmentos organizados.
As duas primeiras audiências públicas ocorreram em Santa Helena e Goianira, dia 18 de junho. A terceira foi realizada em São Simão (dia 24). No dia 28 o evento foi em Quirinópolis e. No dia 29, em Palmeiras de Goiás. Em todos os Encontros de Negócios os segmentos organizados da sociedade tiveram participação efetiva, formulando muitas perguntas ao fim das palestras. Em todas as localidades, os principais questionamentos foram quanto à possibilidade de haver transporte de passageiros, além de questões relacionadas a desapropriações de terras e oportunidades de negócios específicas com a chegada da ferrovia. Em Palmeiras de Goiás, os questionamentos foram mais intensos em relação ao processo de desapropriação das terras por onde passará o leito da via férrea.
Encontro em Palmeiras
O último encontro desta série foi realizado em Palmeiras de Goiás, na terça-feira, dia 29 de junho, onde o engenheiro da Valec, Guilherme Romano, superintendente do trajeto Sul da Ferrovia Norte-Sul, anunciou que as empresas que vão construir os cinco trechos da obra que vai de Ouro Verde em Goiás a Estrela D'Oeste, em são Paulo, serão conhecidas no dia 9 de julho, quando será aberta a concorrência pública.
A extensão Sul da Norte-Sul terá 670 quilômetros, dos quais 450 em território goiano. Serão cinco lotes com extensão média de 140 quilômetros cada um. Guilherme Romano confirmou o início das obras para o mês de agosto, explicando que todos os cinco trechos de Ouro Verde a Estrela D’Oeste serão construídos de forma simultânea, isto é, ao mesmo tempo, com previsão de conclusão dos trabalhos no fim de 2012.
No pique das obras, serão gerados de 10 mil a 14 mil empregos diretos e milhares de indiretos, além de serem criadas oportunidades de negócios em áreas diversas como a venda de produtos e serviços para as empresas construtoras.No trecho goiano da extensão Sul, a Norte-Sul terá quatro polos industriais e pátios de carregamento e descarregamento de mercadorias. Um ficará próximo a Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia, outro em Santa Helena, o terceiro em Quirinópolis e o quarto em São Simão.
Crescimento
O prefeito de Palmeiras de Goiás, Alberane José da Costa, afirmou na abertura do Encontro de Negócios que seu município e a região adjacente vêm experimentando ritmo acelerado de crescimento econômico nos últimos dez anos, em decorrência principalmente da industrialização da produção agrícola e pecuária regional. Segundo ele, Palmeiras e municípios vizinhos deixaram de ser meros produtores de matéria-prima, passando a agregar valor aos produtos. “Agora, com a chegada da Norte-Sul, temos a chance de avançar muito mais, porque nossos produtos ganham competitividade nos mercados nacional e internacional”, sentenciou o prefeito.
Alberane conclamou os empresários a estarem atentos às oportunidades de negócios, ressaltando que Palmeiras de Goiás e seus agentes econômicos certamente não vão perder o trem do desenvolvimento. O Encontro de Negócios reuniu também empresários, produtores rurais e lideranças de outros municípios da região, entre eles o prefeito de Paraúna, Vicente Coelho de \Morais; o prefeito de Indiara, Sebastião José de Lima; o prefeito de Santa Bárbara, Paulo Martins de Deus; o prefeito de Campestre, Roberto José da Costa e o vice-prefeito de Nazário, Adair Antônio de Souza.
Como nos encontros anteriores, o secretário do Planejamento e Desenvolvimento, Oton Nascimento Júnior, falou sobre a economia de Goiás que tem apresentado crescimento maior que a economia nacional nos últimos anos. Também estimulou os empresários e potenciais empreendedores a aproveitarem as oportunidades oferecidas pela ferrovia agora, não esperando o trem chegar para apostar em novos negócios. O titular da Seplan ressaltou que muitas pessoas ainda não acreditam que a Norte-Sul está chegando a Goiás e que o trecho até Anápolis será inaugurado ainda este ano. “A ferrovia é uma realidade e ela vai mudar o perfil econômico de Goiás. Por isso temos de ser rápidos e nos prepararmos, com bons projetos e empreendimentos produtivos”, disse.
Crédito e informação
O gerente de Mercado Agronegócio do Banco do Brasil em Goiás, João Bosco Messias Costa, mostrou aos presentes todas as linhas de crédito operacionalizadas pelo Banco para promover o desenvolvimento, entre elas o Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), que empresta dinheiro a juros baixos para quem deseja ampliar o negócio, abrir novos empreendimentos e investir em bons projetos produtivos. Ele falou também dos recursos do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que também possui crédito farto com taxas de juros muito atrativas.
O diretor-superintendente do Sebrae-Goiás, João Bosco Umbelino dos Santos, explicou que o órgão que dirige lida com informação e com conhecimento. “Nossa participação é oferecer ajuda aos empresários, especialmente micro e pequenos, na elaboração de projetos, nos treinamentos gerenciais, no planejamento das atividades e na prospecção de novos negócios, atuando com facilitares em todo o processo”, argumentou. João Bosco também alinhou uma série de atividades nas quais surgirão oportunidades de negócios, incluindo a venda direta de produtos como uniformes, areia, brita, cimento, ferro, seixo e madeira para as empresas construtoras, bem como na prestação de serviços em segmentos como escritório, laboratório de solos, saúde, alojamento, alimentação, recreação, transporte, terraplanagem e drenagem.
Nas últimas duas semanas, a Valec e o governo de Goiás realizaram Encontros de Negócios em cinco cidades do Sudoeste goiano, com participação de aproximadamente 3 mil pessoas. Os dois primeiros ocorreram em Santa Helena e Goianira, dia 18 de junho. O terceiro foi realizado em São Simão (dia 24). No dia 28 o evento foi em Quirinópolis e hoje (29/6) em Palmeiras de Goiás. Em todos os Encontros de Negócios os segmentos organizados da sociedade têm participação ativa, formulando muitas perguntas ao fim das palestras. Em Palmeiras de Goiás, os questionamentos foram mais intensos em relação ao processo de desapropriação das terras por onde passará o leito da ferrovia.
Fonte: www.seplan.go.gov.br